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ARQUIDIOCESE DE PALMAS (T0) RECEBE 06 NOVOS DIÁCONOS PERMANENTES

13/10/2026

ARQUIDIOCESE DE PALMAS (T0) RECEBE 06 NOVOS DIÁCONOS PERMANENTES

No dia 12 de outubro, Solenidade de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, na Paróquia Nossa Senhora do Carmo, de Palmas (TO), o Arcebispo metropolitano de Palmas, dom Pedro Brito Guimarães presidiu Missa solene e ordenou seis novos diáconos, em uma cerimônia que marcou o encerramento de seus caminhos formativos. A ordenação confere o primeiro grau do Sacramento da Ordem, consagrando os ministros para o serviço da Caridade, da Palavra e da Liturgia. Foram ordenados os leitores e acólitos Absalão Rodrigues Pitombeira Neto, Bruno Soares Oliveira, Clodes Santos Neto, Faustino Saraiva dos Reis e Silva, Geovani Vieira Martins e Gustavo Henrique Rocha Pinto.

Na sua homília dom Pedro destacou alguns pontos. "Hoje estamos aqui vivendo uma experiência eclesial semelhante à dos apóstolos: uma só mesa e muitas viúvas para cuidar. Graças a Deus. Agradeçamos às viúvas de ontem e de hoje, pois, foram elas que proporcionaram a existência do ministério diaconal que estamos celebrando. Esta celebração litúrgica da ordenação diaconal tem um caráter missionária, pois, se dá no mês missionário e na festa da maior missionária do Pai, depois de Jesus Cristo, Nossa Senhora Aparecida. Em Aparecida não foram as viúvas, mas os peixes para almoço de visitantes. Na rede dos pescadores não vieram peixes, mas a pequena imagem de uma mulher negra, de terracota, com a cabeça quebrada. Hoje existem muitas homens e mulheres negros ou não, viúvos ou não, semelhantes a esta imagem na rede dos pescadores. Nossa missão é sermos pescadores e artesãos de pessoas, imagens e semelhanças de Deus, desfiguradas pelo pecado do mundo. No Rito da ordenação diaconal eu terei que fazer aos senhores cinco perguntas: 

1. Se querem se consagrar a serviço da igreja. O diácono é um consagrado a Deus para o resto da vida. A ordenação é um ato de consagração a Deus, na igreja, para os serviços da mesa da palavra, da liturgia e da caridade.

2. Se querem exercer o ministério diaconal com espírito de humildade e de caridade. O diaconato não é o ministério da validade e da promoção humana. Não se ganha nada economicamente com o diaconato. Não ordenarei os senhores para deixarem de ser humildes e caridosos. Não me façam esta desfeita.

3. Se querem guardar o mistério da fé. Acabamos de fazer a profissão de fé. A igreja só ordena quem tem fé. A própria ordenação é um ato de fé, na certeza de que os senhores cumprirão fielmente o que prometerão hoje no rito litúrgico. 

4. Se querem guardar o espírito de oração. A oração, segundo o Santo Padre Pio, é a chave para abrir o coração de Deus e para Deus abrir o nosso coração. Diácono que não reza vira bicho. 

5. E, por fim, se querem imitar a Jesus Cristo. Nesta pergunta está o coração do ministério diaconal. O diácono é o imitador de Jesus e de suas ações e opções. Entre os três graus dos ministérios ordenados, o diaconato é o que mais se parece com Jesus. O diácono é um outro Cristo na missão de servir as mesas. O diácono faz, hoje, o que Jesus faria se estivesse fisicamente aqui na terra.  A missão diaconal é uma paixão por Jesus e, simultaneamente, uma paixão pelo seu povo. Não é o diácono, como não é a igreja, que tem uma missão. É a missão que tem uma igreja e um diácono. Não é o diácono que tem uma igreja. É a igreja que tem um diácono.

A igreja mesma é diaconisa. Serve a humanidade como diaconia. A missão é a paixão por Jesus e por seu povo. Através dos seus diáconos, enviados a todos os povos, o Senhor continua o seu ministério de esperança em favor da humanidade. Ele ainda hoje se inclina sobre cada viúva, pobre, aflito, desesperado e oprimido pelo mal, para derramar sobre as suas feridas o óleo da consolação e o vinho da esperança. A igreja, com o seu espírito de serviço, prolonga esta missão no meio dos povos, oferecendo a sua vida por todos.  Qual é o drama do diaconado hoje? Não ser como Jesus; não imitar a Jesus. Ficar encantado com vinho velho que passa nas mesas sem perceber que está acabando. Outro desafio é não conseguir, não cumprir e não viver o compromisso assumido nas respostas a estas cinco perguntas que acabo de mencionar. Não precisamos de diáconos para enfeitar altar. Precisamos de diáconos, como Jesus precisou dos apóstolos: para cuidar das mesas das viúvas e dos pobres, e ali oferecer o cálice da salvação a estes irmãos e irmãs vulneráveis, social, existencial e espiritualmente.  A ordenação diaconal é uma festa semelhante à das Bodas de Caná: a festa do vinho novo. Concretamente quero, meus filhos, falar-lhes olhos nos olhos, coração a coração.

Uma pergunta que não pode deixar de ser feita, nem de ser respondida. E a pergunta é esta: por que Maria, em Caná, viu que não tinha mais vinho nesta festa de casamento? Não foi porque ela estiva sentada, à mesa, sendo servida ou porque tivesse uma equipe de olheiros, tipo cronistas ou influencers das redes sociais. Ela viu porque estava de avental, a serviço daquele casamento entre Deus e a humanidade que estava para acabar. Há muita gente precisando de uma gota deste vinho para que seu casamento não acabe. Há muitas águas para serem transformadas em vinho. E há também muitas lágrimas para serem enxugadas.

Ester exerceu sua diaconia ao entrar no Palácio Real e pedir vida para ela e para seu povo. A mulher do Apocalipse exerceu sua diaconia protegendo o Menino das garras e dos dentes do Dragão.  E Maria exerceu a sua diaconia ao perceber que o vinho acabou naquela festa de casamento. O diácono serve à mesa das viúvas como estas mulheres e como Maria serviu à mesa do casamento em Caná da Galileia. O seu avental de Maria corresponde à estola e à dalmática, paramentos habituais dos diáconos. Ambos são usados para o serviço das mesas. O diácono serve à mesa da igreja como Maria serviu à mesa em Caná. E o vinho que acabou corresponde às vidas e aos casamentos que se acabam por falta de servidores do vinho novo do Reino.

A Comissão Nacional dos Diáconos Permanentes do Brasil (CND/Brasil), foi representado pelo vice- presidente, Diácono Antonio Oliveira dos Santos, ao qual em nome da Presidência acolheu os novos irmãos diáconos no corpo diaconal da Igreja do Brasil.

* Foto: Morgan Gurgel - Pascom da Paróquia São José

* Colaboração: Diácono Antonio Oliveira dos Santos, Vice-presidente da CND/Brasil