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CELEBRAÇÃO DA FESTA DE SÃO LOURENÇO NA DIOCESE DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS (PR)

12/08/2026

CELEBRAÇÃO DA FESTA DE SÃO LOURENÇO NA DIOCESE DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS (PR)

Celebração com os Diáconos Permanentes da Diocese de São José dos Pinhais na Paróquia Nossa Senhora dos Remédios, em Araucária (PR), no dia 08 de agosto de 2026

Homilia de Dom Celso Antônio Marchiori, Bispo Diocesano.

Caríssimos presbíteros, queridos irmãos diáconos, ilustríssimas esposas, prezados filhos e demais familiares, irmãos e irmãs. Hoje, antecipadamente, celebramos com alegria São Lourenço, diácono e mártir, padroeiro dos diáconos. E, nesta celebração, quero dizer a cada um de vocês: obrigado pelo seu ministério, pelo seu testemunho e pelo serviço que prestam à nossa Igreja. São Lourenço nos ajuda a compreender o coração da vocação diaconal.

O Evangelho nos apresenta uma palavra de Jesus que resume muito bem a vida de um diácono: “Se o grão de trigo não cai na terra e não morre, fica só; mas, se morre, produz muito fruto.” O diácono é aquele que aprende a descer, servir, entregar-se e produzir frutos. O ministério diaconal não é busca de poder, de prestígio ou de reconhecimento. É uma vocação para o serviço. Por isso, o diácono é, antes de tudo, homem de Deus e homem de fé. É alguém que procura permanecer unido a Cristo para poder servir aos irmãos. Antes de ser servidor do altar, é servidor de Deus. Antes de anunciar a Palavra aos outros, procura deixar que a Palavra transforme sua própria vida. Mas o diácono permanente possui uma característica muito bonita: seu ministério acontece também dentro da família.

Queridos diáconos, vocês são chamados a ser esposos, pais de família, companheiros e testemunhas da fé dentro de suas próprias casas. A família é o primeiro lugar onde o ministério de vocês precisa ser vivido. Uma esposa que se sente amada. Um filho que encontra no pai um testemunho de fé. Uma casa onde existe oração, diálogo, perdão e serviço. Ali também existe diaconia. E, depois, o diácono se coloca a serviço da comunidade. Ele é irmão entre os irmãos. Colabora na liturgia, proclama a Palavra, auxilia na celebração dos sacramentos e sacramentais, participa da celebração do Batismo, assiste e abençoa os Matrimônios, serve à comunidade e ajuda a Igreja a permanecer próxima das pessoas.

Mas existe uma dimensão que jamais pode ser esquecida: a caridade. A Primeira Leitura nos diz: “Deus ama quem dá com alegria.” E São Lourenço compreendeu isso profundamente. A tradição nos recorda que, quando lhe pediram que apresentasse os tesouros da Igreja, ele apresentou os pobres. Que bela imagem para o ministério diaconal! Os pobres são tesouros da Igreja. Por isso, queridos diáconos, continuem sendo presença junto aos pobres, aos doentes, aos idosos, aos que vivem sozinhos, aos que sofrem, aos que precisam de uma palavra, de uma visita, de um gesto de carinho. O diácono precisa ter olhos para perceber quem sofre e coração para aproximar-se de quem necessita.

É ministro da liturgia, mas também é ministro da caridade. É homem do altar, mas precisa ser também homem da rua, da casa, da comunidade e das periferias da existência humana. E há ainda uma dimensão fundamental: o diácono é pregador da Palavra e servidor do povo de Deus. Ele proclama o Evangelho não somente com os lábios, mas sobretudo com a vida. São Lourenço pregou com suas palavras, mas pregou ainda mais com seu testemunho. Sua fidelidade chegou até a entrega da própria vida. Por isso, Jesus diz: “Se alguém me quer servir, siga-me.” Servir é seguir Jesus. E seguir Jesus significa aprender dele a lógica do Evangelho: não viver para si mesmo, mas entregar a vida pelos outros.

Queridos diáconos da nossa Diocese de São José dos Pinhais, hoje quero confiar cada um de vocês ao Senhor. Que vocês sejam homens de Deus, homens de fé, esposos fiéis, pais presentes, irmãos na comunidade, servidores da liturgia, anunciadores da Palavra e ministros da caridade. Que sejam adoradores diante do altar e servidores diante dos irmãos. Que nunca falte em vocês a alegria de servir. E permitam-me dirigir uma palavra especial às queridas esposas dos nossos diáconos: muito obrigado! O ministério do diácono permanente é vivido também com a presença, o apoio, a compreensão e o amor de vocês. Que Deus abençoe profundamente cada família.

E a vocês, queridos diáconos, faço hoje um pedido: Não deixem morrer a primeira chama da vocação. Voltem sempre ao momento em que Cristo os chamou. Voltem àquele “sim”. E continuem dizendo todos os dias: “Senhor, aqui estou. Quero servir.” Que São Lourenço interceda por todos os nossos diáconos, por suas esposas, por seus filhos e por suas famílias. E que Maria, Serva do Senhor, ensine a todos nós a verdadeira grandeza do Evangelho: ser grande não é ser servido; é servir.