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MENSAGEM DO PRESIDENTE DA CND/BRASIL AOS PRESIDENTES DAS CRDS

10/04/2023

MENSAGEM DO PRESIDENTE DA CND/BRASIL AOS PRESIDENTES DAS CRDS

Meus queridos irmãos diáconos Presidentes das Comissões Regionais de Diáconos da CND.

Após uma semana da eleição para presidir a Comissão Nacional de Diáconos do Brasil, venho me apresentar a todos vocês, especialmente àqueles que não puderam comparecer à XII Assembleia da CND/BRASIL que aconteceu nos dias 30, 31 de março e 01 de abril na Casa Dom Luciano Mendes de Almeida em Brasília (DF).

No início da minha missão como presidente da CND-Brasil quero recorrer as palavras do Evangelista São João: “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos destinei para que vades e deis fruto, e para que vosso fruto permaneça” (João 15,16). Tendo consciência de não ser fácil administrar um organismo como a CND/Brasil, que pela graça de Deus tem crescido a cada dia, quero no início da minha missão recorrer com humildade à Oração da Serenidade: “Senhor, dai-me serenidade para eu aceitar as coisas que não posso mudar. Dai-me coragem para eu mudar as coisas que eu posso mudar. Dai-me discernimento para eu conhecer a diferença”.

Que, por esse discernimento, eu possa contribuir para a prática da comunhão e da unidade em nossa CND, seguindo esse ensinamento de Santo Agostinho: “Nas coisas essenciais, a unidade; nas coisas não essenciais, a liberdade; em todas as coisas, a caridade”. Sei que posso contar com a oração e o apoio solidário de cada um de vocês presidentes dos Regionais da CND e companheiros de caminhada.

Nós diáconos, servimos ao povo de Deus na Diaconia da Palavra, da Liturgia e da Caridade, em comunhão com o bispo e com o presbitério. Esta comunhão é sustentáculo da unidade indispensável no exercício da missão para garantir fecundidade missionária para a vida da Igreja. Este é um compromisso que se traduz na fidelidade aos princípios e orientações evangelizadoras que definem as metas e compromissos missionários na Igreja Particular, na qual os diáconos estão inseridos como servidores.

Como diz o Documento de Aparecida, e que nos lembrou tão bem Dom João Francisco Salm, nosso bispo referencial durante a nossa Assembleia: “A Igreja necessita que todos os seus membros nunca percam a consciência de serem discípulos em comunhão” (DAp 324). “Não há discipulado sem comunhão” (DAp 156).

Nós diáconos do Brasil, precisamos dar testemunho do trabalho em equipe, como condição para que todos os fiéis realizem a missão em unidade e comunhão. Diálogo e comunhão não significam ficar esperando um pelo outro. Pelo contrário significa ir ao encontro, falar aberta e caridosamente. Portanto, a vivência e o testemunho da identidade e comunhão eclesial do diaconado fraterno e unido, servirão de exemplo e estímulo para outros membros da Igreja e será o objetivo final de que o ministério diaconal atua como verdadeiro ministério de unidade e comunhão na Igreja.

Assumindo a missão de presidir a CND neste quadriênio, procurarei manter o trabalho desenvolvido pelo meu antecessor, o Diácono Francisco Salvador Pontes Filho (Chiquinho), com quem tive a honra de ser seu secretário geral durante este mandato, mas também quero apresentar algumas propostas de metas que poderão ser alcançadas se houver a participação ativa de todos os diáconos do Brasil.

  1. Queremos manter o estímulo à filiação a CND. Na gestão que termina foram 1345 novos inscritos. Temos hoje um total de 4.742 diáconos cadastrados. A nossa meta será atingir a marca dos 5.500 diáconos cadastrados a CND o que significa 758 novas inscrições nos próximos 4 anos.
  2. Procuraremos intensificar e apoiar os projetos de formação em todos os níveis da graduação à pós graduação, em comunhão com a CNBB e o Papa Francisco, procurando viver uma Igreja em saída que os confirmem na sua vocação ao serviço da Palavra, Caridade e Liturgia.
  3. Apresentaremos o Projeto de revisão e atualização dos Estatutos Canônico e Civil, e o Regulamento das Assembleias, em unidade com a CNBB de quem somos organismo associado.
  4. Procuraremos motivar as Comissões Regionais de Diáconos (CRDs) para incentivar seus bispos para a aplicação das Diretrizes da CNBB sobre o Diaconado Permanente, inclusive no que se refere à criação de diaconias ambientais, setoriais e territoriais;
  5. Motivar a realização dos encontros inter‐regionais que contarão sempre com a presença de representantes da Presidência da CND ou Assessorias.
  6. Vamos trabalhar propostas de grades curriculares mínimas a serem atendidas para a formação diaconal nas diversas dioceses brasileiras, em comunhão com as diretrizes da CNBB, mas que, ao mesmo tempo, tenham em mente as várias realidades do Brasil;Motivar, retomar e dinamizar os Encontro de formação para diretores e formadores das escolas diaconais, que deixaram de acontecer em virtude da Pandemia da COVID-19.
  7. Motivar a realização das Reuniões do Conselho Consultivo da CND, no nível presencial e virtual.
  8. Seguiremos contribuindo com iniciativas nacionais para que o diaconato seja cada vez mais conhecido e valorizado, principalmente onde ainda não existe a presença desse ministério eclesial em sua forma estável e permanente;
  9. Motivar a edição de um Ritual para a Celebração da Palavra para ser disponibilizado às dioceses e diáconos que assim desejarem.
  10. Acompanhar e apoiar o processo de beatificação do diácono João Luiz Pozzobon.     

Invocamos as bênçãos de Nossa Senhora Aparecida e nosso patrono São Lourenço para que intercedam por todos nós, em nossa vida e missão.

O Senhor Ressuscitou! Aleluia!

Uma Abençoada Páscoa, a minha gratidão e o meu abraço fraterno a todos vocês.

Crato (CE), 10 de abril de 2023

Diác. José Oliveira Cavalcante (Diác. Cory), Presidente da CND/BRASIL.